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Eu não admitiria nem pra mim mesma... muito menos pra você

quinta-feira, maio 03, 2018

eu-não-admitiria
Foto: @brandonwoelfel
Quem me conhece, sabe que nunca soube lidar com relacionamentos. Eu sempre dava um jeito de esconder. De fingir que não tava nem aí, que não me importava. Nas entrelinhas, eu sempre acabava demonstrando. Mas eu sempre quis ser forte, aquela que poderia levar vários nãos, mas continuaria com um sorriso no rosto. No fundo, eu não era assim. E no fundo, você sabia.

Você sabia que eu passava noites em claro só pra falar com você. Eu não estava na casa de uma amiga ou em uma festa. Eu estava em casa mesmo, às 3h da manhã, deitada na cama, olhando como uma boba para a tela do celular e pensando em como queria estar do outro lado da tela.

Você sabia que eu só saía nas noites de sexta-feira pra te ver. Que eu só colocava um salto, um batom vermelho e um vestido pra te impressionar. Na verdade eu odiava usar tudo isso. Eu fingia que tava tudo bem quando te via, e na verdade tava.

Você sabia que eu fingia que não te via só pra me fazer de difícil, pra não fazer você pensar que você era o único. Você sabia que minhas pernas estremeciam quando você passava do meu lado, e que meu sorriso de canto de boca nada mais era do que eu tentando disfarçar a vontade de te arrancar um beijo e pedir pra ficar mais um pouco. Meu coração acelerava só de pensar no momento em que a gente se encontrasse, mas eu não admitiria nem pra mim mesma.

Muito menos pra você.

Você foi o cara que arrancou vários sorrisos de mim sem ao menos perceber. Você foi o cara que me fez insistir pra todas as minhas amigas que não, eu não estava apaixonada. Mas no fundo, bem no fundo, eu sabia que o meu coração ficava descompassado toda vez que alguém dizia seu nome.

Eu sabia que era furada se apaixonar. Era por isso que eu nunca quis admitir pra ninguém.

Na última vez que a gente se viu, meu coração pulou uma batida. Ele parou, por um centésimo de segundo. Eu senti aquela sensação que já estava acostumada a sentir. Aquele misto de felicidade, alívio e incerteza do que estava por vir. 

Eu sabia que você viria com aquele sorriso de sempre, e que seria a mesma coisa de sempre. Era como se vivêssemos um ciclo eterno, e estivéssemos destinados a jamais sairmos dele. Eu sabia que não podia mais continuar ali.

Foi quando eu admiti pra mim mesma, que mesmo depois de tudo isso, eu jamais admitiria pra você. Eu fugi. Fugi de você, de mim, dos meus sentimentos. Eu fugi daquilo que, ao mesmo tempo em que me confortava, também me sufocava.

E eu sabia que, um dia ou outro, eu precisaria parar de fugir.

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7 comentários

  1. Imcrivel ❤️ Amei Marih ❤️ até me emocionei 😍 Conteúdo bonito, e muito bem feito❤️ ARRASOU

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  2. Uauuuuuuuu
    que texto!

    Bjoooooooos
    muitospedacinhosdemim.blogspot.com.br

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  3. Que texto meus amigos. QUE TEXTO! <3 AMO a sua escrita Mari :)

    Beijos,
    www.verifiqueapagina.com.br

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  4. MANOOO!!!
    Sem palavras com esse texto ♥

    Beijos
    https://saracastelloni.blogspot.com.br/

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  5. Mari, eu adoro muito os seus textos. A forma como você coloca poesia no cotidiano. Uma hora a vida grita mais alto e realmente não dá pra fugir sempre. Fiquei curiosa, acho que esse texto combina com uma continuação, nao? HAHA Parabéns pelo texto. Mesmo que eu não comente sempre, tô apaixonada no seu blog ta?! Continua!! Beijos

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  6. nossa! esse texto descreveu perfeitamente uma situação em que eu estava passando. você escreve muito bem Mari, tô adorando ler e assistir seus vídeos <3

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