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Cheio de nada

segunda-feira, agosto 18, 2014

Absorto ele me disse
Que seus olhos já não sabiam chorar

Que ele se perdera em si
Que faltava-lhe o ar
Translúcido, ele me olhou
Sorriu com o coração inexistente
Transbordou a melancolia
Do vento que entrava pela batente
Ah, ele viveu soprando mentiras
Cuspindo pra fora sua solidão
Fingiu fazer de mim seu hino
O verso profundo daquela maldita canção
Ambos sabemos, ele estava sorrindo
Quando sutil, varreu minha impulsão
De olhar naqueles olhos sem fundo
E implorar por uma amarga ilusão
E mais uma vez o seu corpo me diz
Que me abraçar e me ter não condiz
Engoli as palavras daquela fala sem som
E ouvi ele dizer, naquele tom
Minha querida, só me resta sussurrar
Meus olhos já não sabem chorar.

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