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Sombras de um futuro que faz falta

sexta-feira, julho 25, 2014

       


Senti teu perfume invadir meu corpo. Minha droga, talvez. Mais uma vez você tinha conseguido me deixar num estado profundo de embriaguez sem ao menos me deixar tocar na bebida. Você olhou no fundo dos meus olhos - quando foi a última vez que havia feito isso? - e pegou na minha cintura. Com a outra mão, segurou forte o meu cabelo. Eu desabotoei os botões da tua camisa azul - minha preferida - que combinava perfeitamente com aquela calça bege. Eu sempre (sempre) pedia por mais imprudência quando tu estava ali.
Nunca consegui entrar na tua mente, e muito menos descobrir o que tu queria de mim. Acho que quando estava contigo, me sentia tão fora de mim e dentro do teu mundo, que me esqueci de procurar o que estava fazendo nele. Todas aquelas noites - que não foram muitas - eu esperei por algo diferente. Um sinal, talvez.
Era tudo tão estranho e ao mesmo tempo tão fascinante, que me perdi com a tua chegada. Não sei se era tua cara de eu-não-estou-nem-aí-pra-ti ou teu ar de quem sempre saía ganhando, mas confesso que eu nunca soube lidar. Ainda não sei.
Eu não sei se tu vai ficar, ou se tu vai embora. Não te quero aqui, mas também não te quero lá. Então, faz uma coisa? Se for pra ficar, fica. Mas se for pra ir embora, vai e não diz nada. Porque eu prefiro que tu continue sendo do tipo que não se importa do que do tipo que quer bancar o bonzinho. Porque ah, se tu for fazer isso, eu tenho certeza que aí sim, não vou saber lidar. E quem diria... aqui estou eu escrevendo sobre ti.

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