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crônica

Sobre amores que não começam

 sobre-amores-que-não-começamFoto: @luizclas 

Quando eu era mais nova, vivia com amores platônicos. Daqueles que fazem a gente chorar imaginando um olhar diferente ou um toque que vai arrepiar nossa nuca. Daqueles que nos deixam - quase que literalmente - com a cabeça nas nuvens e nos inspiram a escrever seus nomes e corações na última folha do caderno. As coisas mudaram um pouco. Na verdade, bastante. Desilusões, lágrimas, sorrisos, rostos novos e novas paixonites. Mas não vim aqui para falar sobre isso.

Vim falar sobre aquele carinha que eu vi no metrô um dia, com um violão nas costas. Ele tinha uma tatuagem no braço, que eu observei meticulosamente enquanto tentava me equilibrar e ser discreta. O cabelo dele era escuro, e ele tinha um ar decidido. Queria descobrir se ele tinha mais tatuagens. Olho no olho. Desvio. Sorrio pro chão, ele também. Borboletas no estômago (sério?) e alguns suspiros.

Tem também aquele vendedor da loja. Nunca gostei de caras com cabelo raspado, confesso, mas ele conquistou meu coraçãozinho de pedra, que naquele momento - milagrosamente - virou manteiga. Ele perguntou meu nome e foi muito atencioso. Vai ver era assim com todas, né? Mas minha mente gostou de fingir que não, e eu me deixei levar por aqueles poucos minutos. Quando fui lá de novo, meses depois, ele já havia ido embora.

Às vezes penso que a conexão que temos com alguém que vimos na rua pode ser tão inspiradora quanto receber um abraço aconchegante em um dia cansativo. Ou um bolinho na escola no dia do aniversário. Ou um beijo de saudade. As coisas que não começam, não terminam. Talvez por isso, eu, e provavelmente muitas pessoas, gostam destes momentos. Expectativas nunca serão frustradas. Promessas nunca serão quebradas. Amores nunca terão partidas.

Dezenas de olhares, palpitações e expectativas. Uma pontinha de desejo de começar algo ali, nestes momentos bobos, e de certa forma, especiais. Não descobri se o cara do metrô tinha mais tatuagens, ou se a atenção que o menino da loja dava foi especial para mim. Às vezes, a imaginação é a melhor companhia que se pode ter.
alimentação

Por que virei vegetariana e os primeiros 2 meses

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Olá pessoal! Tudo bem com vocês?

Hoje eu trouxe um assunto um pouquinho diferente aqui para o blog, mas que promete se tornar mais frequente. Uma das minhas metas para 2017 era me tornar vegetariana, e no dia 16 de janeiro de 2017, eu parei de comer carne. Hoje eu vim aqui contar pra vocês como têm sido a minha experiência e também o porquê de eu ter aderido ao vegetarianismo.

Eu nunca fui a pessoa que mais ama carne no mundo, mas confesso que era louca por um hambúrguer, pizza ou churrasco. Eu sempre fui extremamente apegada aos animais, e ao mesmo tempo, sempre fechei os olhos para a indústria da carne. Eles morrerão de qualquer jeito - eu pensava. Com os anos e lendo mais sobre o assunto, começou a nascer dentro de mim uma vontade muito grande de parar de comer carne. 

Atualmente estou lendo o livro A Revolução dos Bichos, e ele retrata, logo no começo do livro (apesar de não ser este o foco), exatamente o que justifica o principal motivo pelo qual eu não quero mais comer carne. Em certo trecho, um animal diz para os outros animais da história: "Enfrentemos a nossa realidade: nossa vida é miserável, trabalhosa e curta. Nascemos, recebemos o mínimo alimento necessário para continuar respirando, e os que podem trabalhar são exigidos até a última parcela de suas forças; no instante em que nossa utilidade acaba, trucidam-nos com hedionda crueldade (...). A vida do animal é feita de miséria e escravidão: essa é a verdade nua e crua."

Em certo ponto, me peguei pensando: o quão contraditório é eu amar os animais, me apegar tanto a bichinhos de estimação e comer a carne de outros, que sofrem suas vidas inteiras apenas para nos servir - sendo que nós não precisamos realmente de carne - ? Por que eu devo continuar fazendo parte dessa indústria horrível, cruel e extremamente capitalista? Pois bem, eu não preciso fazer parte disso.

Confesso que nunca tive coragem de assistir os documentários que mostram a real crueldade que sofrem os animais nos abatedouros, é demais pra mim. Me faz perder a fé na humanidade, me faz sentir impotente diante de tal crueldade. Então, eu comecei a fazer a minha parte e larguei a carne de vez.

Eu parei de comer carne de um dia para o outro, e me senti mais motivada a parar por causa do meu namorado, que parou de consumir carne em dezembro do ano passado. No começo, achei que seria bem difícil, e o que mais me fez falta foram pratos como lasanha, escondidinho e pizza. Com o tempo, fui percebendo que é TUDO uma questão de adaptação, e nada é tão difícil como parece. A lasanha pode ser de legumes, o escondidinho pode ser de carne de soja e temos diversas opções de pizza sem carne, não é mesmo?

A carne de soja entrou com tudo no meu cardápio. Na primeira vez que provei, achei estranho, mas hoje eu adoro! Agora, mais de 1 mês e meio após a minha decisão, tem sido cada vez mais fácil deixar a carne de lado. 

Durante esses dias, apenas uma vez eu tive uma vontade maior de comer carne, mas me controlei. Não vou ser hipócrita e dizer que não gosto, pois sim, gosto de carne. Mas vai muito além do gostar e do querer. Vai da consciência. E com o passar dos dias, tu vai percebendo que a vontade desaparece. Quando você mergulha de cabeça nisso e passa a se colocar no lugar dos animais, você simplesmente não tem mais vontade de comê-los.

Uma coisa que comecei a reparar, é a forma como os outros veem o vegetarianismo. "Mas como assim tu não come carne?" "O que tu vai comer então?" "Tu vai morrer de fome!" e coisas do tipo são super comuns. Como se carne fosse o único alimento disponível, a única fonte de proteínas e etc. Tento lidar com isso com paciência, afinal, não são muitos os que entendem esta escolha. Mas guardo dentro de mim um desejo gigante de que um dia isto se torne universal.

Ainda estou me adaptando, quero descobrir mais receitas vegetarianas e quem sabe um dia, me encaminhar para o veganismo. Ainda não fui na nutri e preciso ir, para ver como vou adaptar o meu cardápio. A experiência tem sido ótima e bem mais simples do que pensei que seria =)

Espero que tenham gostado do relato e do post, hehe :)

Beijos, Mari.
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Vídeo | Dicas Fáceis para tirar 10 nas provas!

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Oi gentee! Tudo certo por aí?

Por alguns probleminhas técnicos, o vídeo que era pra sair ontem acabou saindo só hoje rs. Mas aqui está ele, recheado de dicas que vocês tanto gostam!

Como sei que muita gente curtiu o vídeo de organização de volta às aulas, eu fiz esse aqui especial com dicas para ir bem nas provas! Sei que não dá pra generalizar, mas são coisas simples que vão te fazer ir bem nas matérias =) Espero muito que gostem!


Não esquece de deixar aquele like pra ajudar e se inscrever no canal, pois logo chegam os 10 mil! <3

Gostaram das dicas? :)

Beijos, Mari.
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Fica bem

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 Foto: @luizclas

Você sempre me dizia que não gostava de pensar no futuro. Detestava as incertezas, pois sabia que se questionaria demais. Então evitava, a todo custo, discutir sobre a viagem das próximas férias ou a formatura no final do ano. Quando viajávamos, era de uma hora para a outra, assim, de surpresa. Por mais que isso soasse um pouco estranho, era o que me fazia te amar.

Eu sempre sonhei demais, sempre senti demais. Eu jurava ser amor, eu mudei por você. Cada pedacinho de mim que antes exalava medo, passou a ser coragem. Talvez esteja seja o único resquício bom. Minhas certezas se tornaram dúvidas, as noites viraram dia e os dias viraram noite. Você virou a minha vida de cabeça para baixo, e se eu soubesse de verdade quem você era, quem nós éramos, teríamos sido pessoas totalmente diferentes.

Você sempre soube bem como trazer o melhor de mim, e o pior também. Era como se provocasse um incêndio e logo em seguida corresse para apagá-lo. Dizia que me amava, mas às vezes agia como se não fizesse. Entendia o oposto do que eu falava, fazia o contrário do que eu pedia. Enquanto eu sussurrava, queria gritar. Quando eu te puxava para perto, me empurrava para longe. Não sabia o que queria. Não queria o que sabia.

Eu pensava que poderia te mudar, mas percebi que só você tinha a capacidade de me mudar. Era como se fosse imune, como se nem estivesse ali às vezes. Eu sempre estava, e talvez isso foi o que fez com que eu já não me conhecesse mais. Eu vivia demais por ti, e nem um pouco por mim.

Quando olhei pra você e percebi que o brilho nos meus olhos já havia sumido, eu soube. Eu soube que não poderia mais ficar ali, mudando, me adaptando, implorando. Eu soube que teu abraço frio já não me contentava, que tuas palavras jogadas ao vento não me serviam mais de poesia. Você costumava rir das minhas piadas, me beijar nos momentos ruins. Tudo isso foi embora, num piscar de olhos. Eu pensei que te amava, mas nós não estávamos apaixonados. Desculpa, mas eu cansei de ser fantoche num teatro que nem é o meu. Se cuida. E fica bem.
dicas

Seu Blog | Download Mídia Kit Editável e Grátis

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Oi gente! Tudo bem com vocês?

Há muuito tempo eu já queria liberar esse post pra vocês, e confesso que estava super ansiosa! Há algum tempo atrás eu fiz um post aqui no blog dando dicas de como fazer um mídia kit. Se você não sabe o que é e ainda tem muitas dúvidas, não deixe de conferir.

Desde que fiz o post, tive em mente a ideia de disponibilizar pra vocês um mídia kit editável. Não significa que o seu mídia kit precisa ser exatamente igual ao que eu estou dando de presente pra vocês, pelo contrário! Eu estou fornecendo uma base para aqueles que não tem muita noção de por onde começar, para que possam arrumá-lo como preferir.

SOBRE O MÍDIA KIT

Este mídia kit conta com  7 páginas principais, com os seguintes tópicos: a capa, informações sobre o blog, estatísticas, redes sociais, público, formas de parceria e contato. Lembre-se de substituir os dados pelos seus. E é claro, personalizar do seu jeitinho, com as paleta de cores do seu blog, sua logo e tudo o que julgar necessário. Você também pode acrescentar mais páginas, caso queira.

Procurei fazer um modelo bem minimalista, clean, porém com um toque de cor.

COMO EDITAR

O arquivo foi feito no PowerPoint, então você precisa ter este programa baixado no computador. Ah, e a fonte utilizada é a Leelawadee UI Semilight. Caso você não tenha, pode baixá-la aqui.

>> DOWNLOAD <<

Clique AQUI para baixar o arquivo através do Pay With a Tweet.

Eu espero muito que vocês tenham gostado! Não esqueçam de deixar um comentário e divulgar pra quem também precisar, me ajuda muito <3

Beijos, Mari.
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Eu prometi

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 Foto: @luizclas

As gotas de chuva escorriam pela vidraça do carro, tornando a visão difícil e o trânsito congestionado. Dias de chuva sempre foram os meus preferidos, apesar do caos e das tempestades. É como li em algum lugar certo dia "Alguns apenas se molham. Outros, sentem a chuva". Eu me encaixava perfeitamente na segunda opção.

Estava na hora, já eram 18 em ponto. Estacionei em uma vaga um pouco afastada, porém o centro estava cheio e eu não tinha tanto tempo assim. Ela nunca demorava mais do que 20 minutos, e eu já perderia uns 2. Abri meu guarda-chuva e torci para que ainda tivesse algum lugar vago. Empurrei a porta e os sinos pendurados avisaram que eu havia chegado. Era o café mais pequenino da cidade, mas também o mais aconchegante. E como esperado, lá estava ela, sentada em uma mesa dupla no fundo com uma xícara de chocolate quente. Ela não era fã de café, ao contrário de mim. Ela também odiava a chuva e o frio, mas parecia não se importar naquele dia.

Observei enquanto ela dava longos goles no seu chocolate e folheava um livro cujo título eu não conseguia ler. Deveria ser algum romance, pensei comigo. Peguei o meu notebook e comecei a fazer os trabalhos que precisava, na companhia de um capuccino. E dela. Ela estava a algumas boas mesas de distância, mas só de estar no mesmo lugar que ela, eu já me sentia como se estivesse fazendo parte da sua nova vida.

Vi de relance seus cachos amendoados, e lembrei de quando ela os prendeu em um rabo de cavalo alto e reclamou que não sabia rabiscar nem uma forma abstrata, tampouco pintar os quadros que queríamos para a nossa nova sala. Disse para ela deixar de besteira e pintar o que viesse à sua mente no momento. De repente, entre um riso e outro, ela respingou um pouco da tinta do seu pincel na minha roupa, e me olhou com o sorriso travesso de uma criança quando sabe que fez algo errado. Ela era linda.

Tornei a olhá-la, e desta vez, ela pareceu me notar. Desviei o olhar e fingi estar bastante concentrado no que escrevia. Ela sabia que essa era a minha tática quando não queria ser notado, mas esperei que ela não ligasse. Foi quando vi que um homem se aproximava de sua mesa, com um par de rosas cor-de-chá às mãos e um sorriso um tanto contido. Ao vê-lo, ela o abraçou com saudade emanando dos olhos, quase que um desespero. Percebi que era o mesmo olhar que eu carregava todos os dias ao vê-la ali.

Recordei de quando, aos prantos, ela disse que jamais queria se despedir de mim. Que a dor no peito que ela carregaria talvez nunca passasse, nem com o barulho das ondas do mar ou novos amores. Eu prometi pra ela que tudo ficaria bem, que tudo passa. Que sempre podemos encontrar alguém melhor, em algum lugar. Prometi que nunca deixaria de amá-la. Ela prometeu que nunca esqueceria de quem nós fomos e guardaria quem seríamos para sempre.

Enquanto a via dar risadas e mostrar alguma coisa no celular para o homem desconhecido, desejei fazer parte da sua nova história. Quis, apesar de ter já um dia sido o homem da sua vida, ser o homem com quem ela compartilharia a vida. Derramei lágrimas em silêncio, mas também sorri por dentro por saber que ela tinha alguém. Naquele momento, enquanto sorria, ela ergueu o olhar e olhou no fundo dos meus olhos. De repente, ficou séria. Eu rapidamente peguei as minhas coisas e saí, não sem antes olhar para trás. Ela olhou novamente para mim e sorriu, com a boca, com os olhos. E naquele olhar, eu percebi que ela ainda cumpria com a sua promessa. E eu também cumpria com a minha.

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